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Casos de raiva bovina alertam produtores do Vale do Taquari - Detetize

Casos de raiva bovina alertam produtores do Vale do Taquari

Equipe especializada realizou ação em Canudos do Vale, Forquetinha e arredores

 

Vale do Taquari – O grande número de animais mortos com suspeita de raiva bovina motivou a vinda à região de uma equipe da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado (Seapi). O grupo especializada montou sua base no Parque Municipal Christoph Bauer, em Forquetinha, e saiu em busca de morcegos hematófagos (morcego-vampiro) – que transmite a raiva. A doença é responsável pela morte de dezenas de animais nas últimas semanas, principalmente em Sério, Canudos do Vale e Forquetinha. Conforme o médico veterinário da Seapi, Revir Eloy Milani, em torno de cem animais já morreram nesses três municípios, mas pode chegar a 600, pois muitos ainda não manifestaram os sintomas. “A situação é grave. As comunidades devem ficar em alerta, vacinar os animais, providenciar a aplicação da vacina e avisar as autoridades quando encontrarem os morcegos. Os casos estão se espalhando e descendo em direção aos municípios de Marques de Souza e poderão chegar a Lajeado também”, explica. A ação especial realizada durante toda a semana contou com a colaboração dos moradores Loreno Markus e Roberto Feil, que conhecem bem a região.

Forquetinha

Em seus atendimentos rotineiros nas propriedades, o médico veterinário que atua em Forquetinha, Samuel Bianchetti, percebeu o aumento do número de casos de animais com sintomas de raiva bovina. Após a confirmação de um caso pelo exame laboratorial, começou a mapear as situações no município e informou à Inspetoria Veterinária de Lajeado, que acionou a Seapi. Com a vinda dos especialistas, o médico veterinário Revir Eloy Milani e o auxiliar Inácio Erthal formaram um núcleo – que concentrou-se durante toda a semana no parque. O objetivo foi buscar as furnas ou abrigos desses morcegos para combatê-los. “Acredito que em Forquetinha já morreram cerca 40 animais com suspeita de raiva bovina”, afirma.

Canudos do Vale

O veterinário que atua em Canudos do Vale, Luciano de Abreu, acompanhou parte do trabalho e explica que ele e outros profissionais atenderam animais em propriedades com sintomas de raiva. Também há relatos de produtores rurais sobre casos de animais com suspeita de contágio.

Ainda conforme Abreu, no mês passado, um caso foi confirmado no município. “Coletamos material de um animal que havia morrido e o resultado foi positivo”, afirma. Ele também explica que o meio de prevenção é a vacina. Depois da primeira aplicação, é feito um reforço após 21 dias, e então segue cronograma uma vez por ano. “O bovino infectado apresenta salivação intensa e fica bastante agitado”, destaca. O veterinário lembra que o foco havia iniciado há alguns meses em Boqueirão do Leão, Sério e parte mais alta de Progresso. “Agora está descendo”, destaca.

Marques de Souza

Os profissionais da Seapi que estiveram na região também já emitiram um alerta para o município de Marques de Souza. Em especial, os produtores que residem às margens dos rios devem ficar ainda mais atentos e acionarem as autoridades.

O foco

Conforme o médico veterinário da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado (Seapi), Revir Milani Revir Eloy Milani, o foco começou ainda no ano passado no município de Sério. Ele acredita que a ação humana, por desconhecimento, pode ter desencadeado a raiva nos animais. “Eles já tem o vírus, mas está inativo. Quando passam por situação de forte estresse, o vírus é ativado. Por isso, não deve-se queimar ou espantar os morcegos. É preciso a atuação de um trabalho especializado”. Para eliminá-los, os especialistas utilizam uma espécie de pasta ou pomada para passar nos morcegos. Assim, eles voltam para “casa” e os demais também lambem o produto.

Após atacarem os bovinos, os morcegos morrem após quatro ou cinco dias, mas antes disso contaminam outros do ninho e assim sucessivamente. Por isso é importante que sejam encontrados por equipes especializadas. Já os bovinos podem levar até 60 ou 70 dias para manifestar os sintomas do contágio. Os morcegos se instalam em casas abandonadas, fendas de pedras, grutas e troncos de árvores – sempre em locais escuros e úmidos.

Raiva bovina

A raiva é uma patologia neurotrópica causada pelo vírus do gênero Lyssavirus e da família Rhabdoviridae. É de ocorrência mundial e pode atingir a maioria das espécies de mamíferos domésticos e silvestres, incluindo a espécie humana. No Brasil, as espécies mais atingidas são bovinas e equinas. É de caráter irreversível com lesão progressiva do Sistema Nervoso Central e morte. Tratando-se de uma zoonose de grande importância para a saúde pública e economia pecuária, a raiva é uma das doenças mais documentadas da história, conhecida há mais de 2000 anos. O principal transmissor de raiva para os bovinos são os morcegos hematófagos. A transmissão geralmente ocorre por inoculação da saliva dos animais infectados, mas é possível contrair pelo contato com o sangue e saliva em mucosas.

Cuidados

Se os morcegos forem encontrados em furnas ou locais abandonados e pedras, é recomentado que não sejam tocados, devido ao risco de mordida e transmissão da raiva. Alguns parecem estar mortos e quando a pessoa vai mexer, ele morde. Também não devem ser espantados, pois eles acabam indo para outros locais e não são mais encontrados. Quem localizar um foco de morcegos, deve entrar em contato com as autoridades do município para que chamem o serviço oficial e façam o controle.

Produtores

Quando já há animais doentes na propriedade é aconselhável ao produtor que não entre em contato, em especial, com a saliva do animal. O ideal é que aqueles que tiverem sintomatologia devem receber atenção redobrada pois uma mordida ou contato com um ferimento da pessoa pode transmitir a raiva. Conforme o médico veterinário Samuel Bianchetti, em relação ao consumo da carne ou de leite de animais que por ventura estejam contaminados, mas que ainda não manifestaram os sintomas, não há risco para quem consumir.

Trilheiros

Quem pratica trilhas pelo interior da região deve ficar alerta ao encontrar uma casa abandonada e grutas com suspeita de ter morcegos. Caso isso ocorra, deve entrar em contato com as prefeituras. Lembrando que os morcegos não devem ser espantados ou queimados, pois isso só piora a situação, além de ser perigoso.

Vale do Taquari

O Rio Grande do Sul contabilizou, em 2018, 34 focos de raiva em 24 municípios do estado, conforme artigo publicado por técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi). As ocorrências estão dentro da normalidade dos registros históricos observados no estado nos últimos dez anos. No Vale do Taquari foram registrados dois focos em Progresso, um em Canudos do Vale e oito em Sério.”O último caso de raiva humana no Rio Grande do Sul ocorreu há 37 anos, mas é preciso estar atento aos casos de raiva entre os herbívoros. A Seapi é a responsável pelo controle populacional de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), autorizada por instrução normativa do Ibama de 2006. Caso sejam constatadas marcas de mordidas em animais, os produtores devem procurar a inspetoria de defesa agropecuária mais próxima de sua região.

RAIVA BOVINA: equipes trabalharam durante toda a semana em Forquetinha e arredores

Fonte: Jornal o Informativo do Vale.

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